América do Sul mostra progressão das águas do dilúvio

Em artigos anteriores, descrevi no Column Project do ICR, uma iniciativa de pesquisa na qual estamos construindo um banco de dados de colunas estratigráficas de todo o mundo.1,2 Nesta altura, havíamos concluído somente a América do Norte e a África, compilando informações estratigráficas de mais de 1.100 poços de perfuração – poços de petróleo, afloramentos, núcleos de sondagem, secções transversais e dados sísmicos – sobre estas duas grandes massas terrestres.

Mais recentemente, adicionamos 404 colunas de toda a América do Sul, somando um total de mais de 1.500 colunas estratigráficas compiladas de todo o mundo. Este relatório descreve alguns dos resultados desse estudo e dá uma confirmação convincente acerca do dilúvio bíblico descrito em Gênesis 7.

O que vemos? As Figuras 1-6, mostram a espessura de seis megaseqüências observadas em toda a América do Sul. Sauk é a primeira sequência seguido por Tippecanoe, Kaskaskia, Absaroka, Zuni e, finalmente, a sequência mais jovem, Tejas.3 Observe como a cobertura sedimentar do continente aumenta gradativamente à medida que cada sequência se forma, marcando a progressão do dilúvio.

flood

Esses dados indicam que a inundação começou de forma lenta, inundando áreas limitadas no início, mas aumentando à medida que as primeiras megasequências foram depositadas, talvez nos primeiros 40 dias (Sauk, Tippecanoe e Kaskaskia). Mais tarde, durante a deposição da Megasequência Absaroka, a cobertura sedimentar aumentou dramaticamente indicando que o dilúvio teria atingido seu nível de máxima inundação na Megasequência Zuni, possivelmente em torno do dia 150. Apropriadamente, este é o mesmo nível de máxima inundação observado na América do Norte e África, indicando um evento verdadeiramente global. Finalmente, a Megasequência Tejas parece mostrar um processo de recuo das águas – após os 150 dias do dilúvio – e, consequentemente, mostra um nível de cobertura semelhante ao Zuni.

Alguns podem se perguntar por que não há cobertura completa de toda a América do Sul se Zuni foi o ponto de máxima inundação do dilúvio. A resposta é simples: os locais mais elevados só foram inundados por uma quantidade modesta de água, depositando pouco sedimento à medida que as águas recuaram (Gênesis 7:20). A erosão tardia e pós-inundação provavelmente removeu essas áreas de sedimentação delgada, expondo a crosta cristalina que vemos em grande parte do Brasil hoje.

A geologia da América do Sul confirma a Palavra de Deus. As colunas em todo o continente mostram uma progressão clara das águas da grande inundação, tal como descrito em Gênesis 7.

As águas prevaleceram e aumentaram grandemente na terra, e a arca se movia sobre a superfície das águas. E as águas prevaleceram sobre a terra, e todos os altos montes debaixo de todo o céu foram cobertos. (Gênesis 7: 18-19)

Em todo o mundo, as rochas clamam e contam a história da grande inundação. Podemos ser gratos pela promessa de Deus em Gênesis 9:15 que uma inundação global nunca mais destruirá o mundo.

Referências

Clarey, T. 2015. Agarrando com Megasequences. Atos e fatos. 44 (4): 18-19.
Clarey, T. 2015. Leitura Estratos Africanos. Atos e fatos. 44 (9): 9.
Morris, J. D. 2012. A inundação global: destravando a história geológica da terra. Dallas, TX: Instituto para a Pesquisa da Criação, 149.

* Dr. Clarey é Pesquisador Associado do Institute for Creation Research. Obteve seu doutorado em Geologia pela Western Michigan University.

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